Em 15 de abril, não se pode esquecer a 1ª senha
sexta-feira, 24 de abril de 2026
quarta-feira, 15 de abril de 2026
Cartas a Margarida
Querida amiga Margarida
Estou siderado.
Acompanhei com grande satisfação, entusiasmo e esperança no futuro, a viagem
espacial dos três grandes conquistadores, a bordo da Artemis II.
Numa época em que se
duvida de tudo, que se questiona a manipulação, a veracidade dos factos e se
analisa detalhadamente as teorias da conspiração, sinto-me capaz de afirmar que
o grande passo da humanidade, foi, de facto, dado. Fruto da maior doença já alguma
vez registada, este planeta está doente, sofrendo com o vírus humano e as
consequências dos seus atos.
Nesta casa tão bonita,
repleta de mistérios e recursos, o homem conseguiu esgotá-los. Mais, consegue
guerrear pelo pouco que ainda existe na tentativa prepotente da dominância, em
vez de irmãmente encontrar soluções que pudessem evitar a debandada dos poderosos
rumo às estrelas, onde tenho plena certeza, cometerão os mesmos erros até à
nova extinção.
Nos, querida amiga, os
não-poderosos deste universo, somos compelidos a viver com as más decisões dos
outros, com a prepotência exacerbada e com o opróbrio, como lixo carbónico
descartável, manchado, machucado, amarfanhado, pelas vontades alheias.
Se é para dar novos rumos
ao Mundo, que seja! … e quem vier atrás que tente fechar esta porta escancarada
para a desumanidade, esperando um bem maior que o seu próprio.
Com afeto,
J.M.
PS: Artemis – deusa grega da Lua, da caça, da
natureza selvagem, castidade e parto. Protetora da vida dos animais selvagem.
Conhecida, também, por punir severamente quem desrespeita as suas regras. O
quão irónico e profético isto lhe parece, querida amiga?!!!
domingo, 8 de março de 2026
Dia Internacional da Mulher
MULHER
A posse vai-se acabar
no tempo da liberdade
O que importa é saber estar
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Do ontem, ao hoje e quem sabe ao amanhã
Perguntei-lhe: "Onde vais assim? Porque pintaste os olhos?"
Respondeu-me. "Achei que ficava bem!
De facto, ficava-lhe bem.
Anui.
Num outro dia, o meu filho apareceu com os olhos e unhas pintados, e um fato-saia vestido.
Perguntei-lhe: "Tens a certeza de que queres ir assim vestido"?
Respondeu: "Sim. Sinto-me bem com este outfit".
Anui.
Passados uns tempos, o meu filho apareceu com os olhos e unhas pintados, um fato-saia vestido e uns saltos estilletto calçados.
Perguntei-lhe: "Como vais fazer, se vais estar toda a noite nesses saltos"?
Respondeu-me: "Não te preocupes. Estes sapatos da marca XYXDT e são super confortáveis".
Olhei para ele: sapatos super lindos, e a combinar tops com a roupa. Que lindo que estava!
Anui.
Uns tempos mais tarde, o meu filho apareceu com os olhos e unhas pintados, de barba por fazer há 3 dias, um fato-saia vestido, uns sapatos trendy stilletto, carteira ao ombro a combinar e o cabelo d'oiro cortado de forma invulgar com farrepas a cairem-lhe nos olhos e restante rosto.
Perguntei-lhe: "Tens noção de como te vais apresentar perante os outros"?
Respondeu-me: "Sim. Sinto-me preparado para chocar os que não me quiserem ver como eu sou".
Perguntei-lhe - " E isso traduz-se em quê"?
Respondeu-me: -"Estou preparado para chocar o mundo, apelar à minha individualidade anti-sistema, fazer ouvir através da minha imagem, o meu ser diferente; veicular pela minha aparência um grito de revolta escondido; ser exemplo de igualdade a todos os que ainda não deram a volta a seus pais e demais familiares".
Respondi: - "E onde vais, tu, fazer isso?"
- "Na televisão." - respondeu.
Onde mais?! . Era de facto o lugar ideal para empregarem o meu filho. " disse-me.
Anui.
Poucos dias depois, o meu filho apareceu morto num beco com a inscrição: "Isto não é a República das Bananas".
Nota: há uma certa hipertextualidade com o conto de Gonçalo M Tavares, in: O bairro do sr. Brescht
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Recomeços
Um amigo; um grande amigo, perguntou-me há dias " e tu como estás? ainda escreves no teu blogue?!" e eu respondi: "Não. Ainda o tenho mas deixei".
A pergunta ficou-me na cabeça. Tenho escrito para tantas outras coisas e ocasiões, porque não ir buscar o "fases-ao-acaso" ?!!!!
E aqui estou eu, entre quatro paredes, com o universo a parecer desabar de tanta chuva, vento e trovoada, com os vizinhos e gritar no andar de cima (o que já não é novo, pois há coisas que nunca mudam) como se vivessem no meio de 7ha, numa quinta longe.
E só porque sim, e também porque a resposta que dei ao meu amigo me assola como febre em dia de não ir ao médico, resolvi pegar no computador, pesquisar o endereço que o Alzheimer ainda me deixa recordar e escrever sobre; "100 cães a um osso" ou vulgarmente dito "100 cães ao osso".
Hoje, o meu pensamento /escrita vai para todos aqueles que sofrem a ignomínia da
ostracização
Como cães a um osso, é como sinto que a vida se transformou, sobretudo depois do Covid-19.
Muitos irão dizer (após lerem este meu post) que a frase é antiga e que pode estar descontextualizada, já que há muito que deixou de ser usada, logo está em desuso.
Porém, em minha defesa, acho que a expressão não podia, nem pode, ser relegada para 2º plano, para um plano de inexistência. São mais do que 100 (cem). Bem mais: São um conjunto enorme, para o qual "alcateia" (tal a ferocidade com que atacam) já não chega para designar.
E julgam-se no direito de, só porque caçam em matilha, poder atacar, desventrar tudo e todos que lhe se lhes cruzam pelo caminho. Eles juntam-se em magotes, ávidos de sangue; eles perseguem silenciosamente as suas presas; eles despedaçam sem rancor, remorso ou sentido de humanidade (coisa que de facto não é da natureza feroz dos canídeos).
já vi cães muito mais humanos do que humanos, humanos???!! bem... muito mais ferozes do que cães.
E tudo reside no "osso" que lhe dão(?), prometem. E por esse osso, são capazes de tudo, esquecendo que o osso prometido, pode estar podre, envenenado ou cru.
Mas Eles vão... o cheiro da fartura, do obséquio, ou da grupeta, não os demove, independentemente do qué, ou de quem precisam pisar, arreganhar a dentuça ou até matar.
Porque tudo depende de como queres degustar o osso! Esse osso que pode ser eu, podes ser tu, pode ser um familiar teu ou pode ser o da assuã que compraste, apenas para dar gosto à sopa e depois dar ao teu animal de estimação como oferenda em dia de aniversário.
Cães como eles, só! como eu não quero ser .
Mas que são muito mais do que 100? Lá disso não tenhamos dúvidas!
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Cartas a Margarida
Cara amiga Margarida,
Espero que esta carta a vá encontrar de plena saúde. Já não
comunicávamos há algum tempo.
Escrevo-lhe, também, porque me sinto angustiado com toda
esta situação política que o nosso país (e o mundo) atravessa, pois sinto-me
muito preocupado com os sucessivos ataques de sucessão que têm vindo a lume nas
notícias.
Longe vão os tempos das guerras internas que descrevi em “A
curva da estrada”. Aliás, fiquei muito feliz por saber que esta minha obra foi
objeto de análise no último clube de leitura, promovido pela Biblioteca
Municipal de Oliveira de Azeméis, minha terra natal.
Mas sinto que já não faz sentido as guerras entre partidos:
já não há “curvas” na estrada: só linhas retas onde se avança sem medo de
abalroar os outros, tamanha é a velocidade dos acontecimentos. Certamente, me
dirá, cara Margarida, que as grandes conquistas se fizeram quando não se olhou
para as “curvas”.
Não sei se é porque ambos sabemos que até nas mais pequenas frinchas
pode passar a aranha mais venenosa, urdindo pela calada e no silencio a sua
teia mortal até à ferrada final; não sei se porque nos deixamos consumir pelo
imediatismo e fácil… O certo é que há um tique-taque universal que nos impele e
conduz como arado de ossos, inevitavelmente, para o fim, sem que nos
apercebamos do quão rápido o tempo passa e efémera é a vida.
Despeço-me com apreço, não porque não gostasse de continuar
a nossa conversa, mas porque tenho de ir ver o forno, que de pré-aquecido, já
está em condições de assar uma bela de uma galinha, morta por pessoas menos
insensíveis do que eu.
Com afeto,
F.C.
segunda-feira, 24 de novembro de 2025
Cartas a Margarida
Querida amiga Margarida,
Espero que esta carta a vá
encontrar bem de saúde.
Escrevo, talvez, a minha última
carta deste ano de 2025, onde tanta coisa aconteceu em Portugal e no mundo.
Escrevo-lhe já em época natalícia e é com esta época no pensamento que recordo
o meu Natal na casa que me viu partir como garoto, para me receber, depois,
como homem. Recordo os Natais passados, daquela altura em que tudo — mesmo o
mais insignificante dos silêncios — estava e fazia-se sentir para além da pele.
O Natal estava no parco repasto, no frágil aquecimento e no negrume agreste do
frio cortante do vale encantado de Ossela.
Agora que penso nisso,
pergunto-me que sabor havia nas batatas da ceia, criadas na terra e colhidas
com o suor da labuta, regadas com as lágrimas de quem sonhava partir para
ganhar um pão menos duro. Era um sabor feito de esforço e de partilha, porque
até o pouco dividido entre todos se tornava festa. Hoje, quando o fiel amigo
com todos chega à mesa sinto comigo esse gosto antigo e percebo que a pobreza
tinha outra generosidade: sabia oferecer presença.
Esses pequenos rituais, feitos de
coisas simples, eram sinais de cuidado: um gesto sincero de quem quis dar, sem
esperar nada que não fosse a alegria do outro. E então o Natal, por mais pobre
que fosse em objetos, tornava-se rico em significados.
Querida amiga Margarida, partilho
uma inquietação nova que nos obriga a pensar: quantas raízes foram arrancadas
quando as aldeias ficaram mais vazias? Quantas memórias se perderam quando os
mais novos partiram em busca de oportunidades? Quantas novidades chegaram com
quem voltou — ou com quem ficou e reinventou a sua vida aqui? E as casas cada
vez maiores estão cada vez mais vazias… Num tempo em que se fala tanto em
eficiência, tecnologia e números, a verdadeira riqueza continua a ser o gesto
que aquece outro corpo humano.
Vivemos tempos de certezas
instáveis e de notícias que chegam com força pelo telemóvel. As crises e as
mudanças climáticas, a migração, as novas tecnologias; tudo isso muda a
paisagem e as formas de viver. Urge reencontrar o sentido do coletivo, a
confiança nos vizinhos, o cuidado com a natureza que nos sustenta. aprendemos,
por vezes à custa de perdas, que não há futuro social sem memória partilhada e
sem comunidades que cuidem umas das outras.
Por isso, este Natal, proponho
que voltemos a pequenas práticas: escrever uma carta a um amigo, ajudar num
projeto comunitário, levar uma refeição a quem está sozinho. Talvez sejam
gestos modestos, mas sei que, nas minhas recordações do vale de Ossela, é que encontro forças para acreditar que ainda vamos
a tempo de olhar para o lado se houver vontade humana de o fazer.
Termino desejando-lhe um Natal
sereno, pleno de pequenos encontros e de palavras ditas com carinho. Que a casa
que a viu crescer receba calor e risos, e que no novo ano encontremos mais motivos
para sorrir, e novas forças para construir pontes de entendimento entre nações.
Com amizade e saudade,
JMFC
domingo, 13 de agosto de 2023
Música para os meus ouvidos
Proliferam os festivais de verão por todo o lado e em qualquer terriola mais ou menos provinciana deste Portugal que dedica um orçamento magro (para não dizer vergonhosos) à cultura no país.
Não obstante este parco investimento, todas as gentes tentam fazer alguma coisa que indique que a cultura está viva, que a recomendam e que nela investem, no seu burgo.
Pena que essa pouca cultura se resuma a concertos musicais, com artistas velhos, obsoletos e gastos ou com personagens que ninguém ouve (por opção ou gosto) ou ainda por figuras de pseudo-jovens aos magotes e pinotes em palco, sem qualquer noção do que é a verdadeira arte de fazer música, ou entreter com qualidade: em suma fazer espetáculo.
E junta-se a populaça! Ávida de sair de casa, e em espaços mais ou menos exíguos, batem palmas e vibram, como se jamais tivessem visto outra coisa de melhor.
Em palcos carregados às costas, e descarregados assim que a festaça termina (o tempo urge e há mais palco para andar!) lá sobe o “artista” para dar vida às fanzones, pavilhões, pracetas, largos, ruelas, campos de futebol ou parques de merendas, espalhados um pouco por todos os “becos”, neste país à beira mar plantado.
Faz-se verdadeira rumaria de culto ao “isto é espetáculo”. Durante a época estival em nome das festas populares, tradicionais ou assim-assim-só-porque-sim, lá se juntam, às gerações, momentaneamente, para conviver, quase todos de telemóvel na mão, pois a filmagem para a postagem é mais importante do que a apreciação sensorial que o momento lhes possa trazer.
Só que estoicamente o verão impiedoso acaba. Acaba-se, também o S. Miguel artístico da cultura. Começa o solstício de Inverno e as gentes tão acesas de proatividade exacerbada do “isto sim: é cultura”, recolhem, invernam e caem na modorra do esquecimento da necessidade de mais alimento nessa máquina cultural que verdadeiramente indulta as mentes de questionamento, de reflexão, posicionamento, e dúvida pelo pensamento crítico.
Tudo isto porque no Inverno acabam-se os palcos, acaba-se o orçamento, acaba-se a necessidade do show-off-para-inglês-ver, mas acima de tudo, porque se acaba a vontade do mostrar que se faz algo em prol da cultura.
No fim de tudo vai-se a ver… e mais nada!. A cultura no nosso país é só música para os meus (nossos) ouvidos!
domingo, 1 de maio de 2022
Contra argumentário
Exmo sr. Comediante Ricardo Araujo Pereira.
Infelizmente, tenho de esclarecer uma questão, em resultado do " isto é gozar com quem trabalha" deste domingo, dia 1 de maio, 22 (dia do trabalhador).
Assim partilho: que quando socrates chegou ao governo eu estava no 5° escalão de 10. Com a reforma da M. Lurdes Rodrigues, passei para o 2° de 6. Neste momento estou no 4° de 10. Pelo caminho ficaram subsídios ( natal e ferias), congelamentos, redução do n° de feriados e férias, subida no escalão IRS (com o Gasparzinho), o aumento da idade da reforma e do horário laboral oficial ( pois há muito trabalho n contabilizado), 6 anos de serviço de alta qualidade não reconhecido e um mestrado não tido em conta. Acabo dizendo que há 28 anos em funções ainda n estou a trabalhar perto de casa mas afeta a uma escola a 200 km.
Por isso Exmo Sr. Comediante Ricardo Araujo Pereira, quem estraga o prato onde eu devia por comida aos meus filhos, ( pois apenas ganho 1400. €, com 1 filho na universidade longe e outro quase tb a estudar fora, 2 rendas de casa para pagar (uma para o meu filho, outra para mim e filha onde vou trabalhando) um carro para pagar, 2 internet, 2 luz, 2 gás, 2 água, 3 roupa, calçado e bens essenciais) não é Mário Nogueira.
São estes seres doutos chamados de "ministros" do " Alzeimer" que nem dão conta que lhes entram 15 mil euros/ mês na sua conta bancária.
Tivessem coragem para que quem deveria pagar, fosse obrigado a repor o que foi retirado, já não haveria "pratos' partidos em nenhuma das profissões mais nobres deste pais: profs.; Enf; coletores de lixo; etce que vivem do Estado.
( Desabafos em 1 de maio, 2022)
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022
S. Valentim - tradições e lendas
14 de fevereiro é sempre apontado como o dia de S. Valentim. No entanto, há alguns anos a esta parte, este dia, outrora "dia dos namorados" tem vindo a impor-se como dia de S. Valentim, ou dos afetos.
E já que de afetos se trata, vamos remontar uns séculos para dar conta de uma tradição portuguesa, minhota e que muitas vezes passa despercebida.
Falamos obviamente dos "lenços dos namorados", típicos de Vila Verde e de todo o Minho. Mas há muitas outras lendas e tradições que fazem parte do imaginário do nosso povo.
Fica o desafio:
quarta-feira, 2 de junho de 2021
Beaking the habbit, tonight
Tenho-me questionado muito, sobretudo nestesúltimos meses, sobre está coisa do "fim da linha" quando se fala de morte.
Vivi e continuo a viver num luto perpétuo, como creio que a maioria de nós vive, mesmo sem o dizer ou demonstarra.
A morte tem sido uma constante na minha vida. Será ela o fim da linha ou (como
os crentes dizem) o começo de uma nova fase da existência?
Ás vezes, quando estou emocionalmente mais debilitada, penso nesta pergunta sem aparente resposta, sobretudo porque quase todos os grandes eventos da minha vida estão relacionados com a Morte.
Façamos agora um pequeno exercício reto (intro)espectivo:
1) nasci a 30/07/1970 - dia em que Salazar foi a enterrar em Santa Comba Dão, sua terra natal após 3 dias de luto nacional .
Maia tarde dizia uma pessoa próxima de mim que se "Enterrava um ditador, quando outro nascia" - mesmo que soubesse que era em tom de brincadeira, nunca gotei muito dessa analogia de mau tom, sobretudo sabendo que eu sou amplamente defensora dos direitos humanos e da equidadae social, não fosse eu uma "migrante" vinda das ex colónias.
2) a minha primeita TV a cores em 84 (coisa rara na altura e apenas acessível aos que tinham mais posses) foi comprada e instalada em casa no dia em que Sá Carneiro, então primeiro ministro de Portugal perecia num acidente de aviação, quando se deslocava ao porto). Cheia de alegria por estar a ver TV a cores, eis que essa alegria acabou por um ida para a cama às 10h pois a emissão foi interrompida e a mira telescópica com música fúnebre invadiu a programação. (outos tempos... outras realidades. Fosse agora, em 2021, tudo continuaria a difundir com exceão da CMTV que não largaria o local do óbito, nem a casa, familiares, vizinhos, amigos de amigos e redondezas, em busca de informação em direto)
3) Casei em Novembro, época em que é suposto não haver calor, nem nada que possa incomodar um dia tão desejado. Porém tive de casar "a pressa", pois nesse dia marcaram o funeral de uma das amigas de meu pai, pelo que o meu casamento (missa e resto) realizadaoàas 15h não teve direito a atrasos da noiva, nem grandes fotos de casamento;foi feito em 30 min. Havia que largar a igreja para que se dessem início às cerimónias funeres da D. Alda marcado para as 16h desse dia porque depressa chega a noite.
4) Em 1999, estava em em trabalho de parto, no hospital Amato Lusitano, em castelo Branco para dar à luz o meu primeiro filho, quando em pleno parto se recebe a notícia do falecimento, na Alemanha, de uma grande amiga de família. As lágrimas de alegria e de tristeza, nesse dias misturaram-se de novo.
5) Peço o divórcio em março de 2014, no dia do funeral da minha afilhada Tânia: porque percebi que a vida é apenas um segundo entre o estar bem e o estar morto, e olhando para a minha vida, aquele era o meomento para dizer BASTA
6) raramente, peço coisas empretadas, mas decorra o mes de outubro de 2018 e na Biblioteca na qual trabalhava, estva a meu cargo levar a cabo 4 exposições, um por cada semana do mês, para representar um continente já que o tema nacional era " ler: as palavras em todo o mundo", com atividades várias para cada semana dependendo do contimente. Tinhamos escolhido Europa, Africa, Asia por fim América´optand por deixar de fra os outros dois continentes onde a representação linguística e cultral é nula ou eneixistente ( no caso a antartida).
Quando chegou a semana da àsia, coemçamos a montar a exposição e envei uma mensagem a um amigo (que sabia ter aquilo que precisava) para que me emprestasse por uma semana a deusa hindu da fertilidade para que eu pudesse expor na Biblioteca. No dia em que lhe enviei a mensagem não obtive resposta. vim a saber no dia seguinte que havia sido encontrado morto (queda no dia anterior) num percurso pedestre pela serra da Freita.
7) em 2021 (qno em ue escrevo este post) recebo em email a avaliação para a qual tinha pediso aulas assistidas para poder progredir aos 5º escalão. Dia exato; hora inconviniente: 26 de janeiro, (dia em que recebo a notícia, 24h depois de uma outra notícia igual) do falecimento do 2º tio por covid-19. Foi um tsumami... passou em minha casa em tsunami: não bastava ter perdido dois tios que eu gostava imenso e com os quais havia uma grande ligação após a morte do meu pais, por terem assumido e suportado o pilar que nos faltou), recebo a notícia via mail, sem quelquer outra explicação (cobardia) de que tinha tido 9,2 na avaliação final, mas que por ausencia de lugar nas cotas tinha ficado com a menção de bom, o que me colocou, numa lista de espera para a progressão na carreira do 4º para o 5º escalão dez anos após a entrada do Socrates para o governo (nessa altura em 2005, eu já estava no 5º escalão)
Pergunta de 1 para 1 M: devo acreditar que a minha vida está invariávelmente relacionada com a Morte?
Pergunta 2 para 1 M;:Acaba tudo aqui? É este o fim da linha?
Resposta 1 para 1 M: a se existe a máxima, " cáse fazem , cá sepagam" eu não conigo perceber que raio fiz eu.... OU em alternativa ao "Cá se fazem cá se pagam" não vejo quem puderá pagar a não ser os abjetos seres que me preteriram.
Resposta 2 para 1 e 2 M: "Cá se fazem, cá se pagam, pois eu já tive a minha boa dose de dor e sofrimento, sempre com a máxima do meu avò Fernado, gravada no corpo, para jamais esquecer:
"A arma do pensamento é uma alavança para quem tem a consciencia branca".
sexta-feira, 30 de abril de 2021
Clube de Cinema - divulgação
O Clube de Cinema apresenta Cinco documentários e um filme para ver nos próximos dias na RTP2:
A série “O Tempo dos Operários”, da autoria de Stan Neumann, tem quatro episódios e começa a ser exibida a 29 de Abril, na RTP2. Esta série documental recorda o que as nossas sociedades devem aos movimentos operários e às suas lutas. A história começa no século XVIII. Mas a luta continua até hoje. As instituições e os valores das democracias em que vivemos derivam em grande parte das reivindicações mais antigas da classe trabalhadora: sendo o sufrágio universal ou a solidariedade social alguns dos melhores exemplos. A nossa cultura, a maneira como nos vestimos, a música que ouvimos, os filmes a que assistimos e os próprios meios de comunicação social, dependem muito da cultura popular dos trabalhadores de outrora.
O documentário “Joan Miró – O Fogo Interior”, realizado por Albert Solé, será exibido a 3 de Maio, na RTP2. Neste documentário dá-nos a conhecer as facetas menos conhecidas do pintor espanhol, figura icónica do mundo da Arte.
O documentário “Bergman: Um Ano. Uma Vida”, realizado por Jane Magnusson, será exibido a 4 de Maio, na RTP2. Trata-se de um documentário da jornalista sueca Jane Magnusson, que se centra no ano de 1957, um dos mais produtivos da vida de Ingmar Bergman, em que estreia dois dos seus mais aclamados e célebres filmes, “O Sétimo Selo” e “Morangos Silvestres”.
O documentário “Maria Helena Mendes Pinto – Uma Vida nas Artes Decorativas em Portugal” será exibido a 6 de Maio, na RTP2. É um documentário de Paulo Seabra que retrata a vida profissional de Maria Helena Mendes Pinto, uma referência no mundo dos museus e da cultura.
O documentário “Franz Kafka – Um Escritor Entre Mundos” será exibido a 7 de Maio, na RTP2. O documentário conta a vida e obra de um dos escritores mais influentes do século XX.
O filme “No Coração da Escuridão” será exibido a 8 de Maio, na RTP2. Este filme dramático sobre fé e moralidade, foi realizado por Paul Schrader (“American Gigolo”, “Mishima”, “Adam Renascido” ou “Vingança ao Anoitecer”). Ernest Toller (Ethan Hawke), um ex-capelão militar, de luto pela morte do filho que convencera a ingressar no exército, começa a questionar a sua fé em relação a Deus e à sociedade. Pastor de uma pequena localidade a norte de Nova Iorque, Toller é um homem atormentado por demónios pessoais e sentimentos de culpa pela morte do filho e também pelo divórcio que se seguiu. Mas os dilemas pessoais ganham uma nova dimensão quando é confrontado com as dúvidas de Mary (Amanda Seyfried), uma jovem a atravessar um momento difícil com o marido, um ambientalista radical. A jovem está grávida, mas o marido não quer ter a criança por considerar que o mundo não tem qualquer salvação ou futuro. Através deles, Toller descobre uma série de negócios obscuros entre a Igreja que representa e algumas empresas pouco escrupulosas da região. Ao perceber a sua impotência para resolver o caso, o reverendo começa a colocar em causa as suas mais profundas convicções. Será que Deus perdoa pelo que estamos a destruir?
segunda-feira, 19 de abril de 2021
De Volta àquilo que me faz feliz
Estive arredada deste meu diário onde eu era feliz, porque expunha as minhas dúvidas, as questões irresolvidas na minha cabeça, as coisas absurdas que os meus alunos escreviam nos testes ou nas minhas fichas de aula e tantas, tantas outras coisas, algumas politicamente pessoais, outras nem por isso, aassim como pensamentos /opiniões (consideradas como "extemporâneas", talz pela sua pertinência)^
Hoje sinto-me de volta, como o filho pródigo em nome de quem mandam fazer o maior banquete, pedindo que se sacrifique o melhor cordeiro.
Só que não há banquete, nem tão pouco o almejaria. Ao longo destes anos que estive ausente, dediquei-me a uma outra meretriz. Dela nada obtive de bom, à exceção de ter "como" amigos um ror de gente que nada me diz, nada me acrescenta e nada me defende .~
Estou de volta, com um mestrado feito, um casamento desfeito, uma família (que longe de ser a ideal - na minha perspetiva) em continuum,
Tudo, porque continua a haver uma razão para viver.
Posso ser um bocado "hallow", mas continuo a ver o amanhã sempre que me deixo "entrar" nos sons desta banda, da qual fiz parte da sua história, assim como eles fizeram de mim.
Foi nas terras de betos( como sempre, como se não houvesse mais território) mas acreditem que o espaço onde, ainda hoje encontro o meu 2º refugio.
#SHUTUPWHATWHENTALKINGTOYOU
De novo... back in present - 20April 2021
1) perdi tanta gente para este covid.....
quinta-feira, 10 de dezembro de 2020
Eu, o Socrates e 2020
Quando a 12 de Março de 2005, e Sócrates ganha com maioria absoluta (havia ainda um taxa de abstenção irrisória comparada com a atualidade) estava eu no 5º escalão de 10.
Ser maior, é Ser inteiro
No trabalho, na família, contigo mesmo, mais importante do que a quantidade de instrumentos é a qualidade do que fazes.
A forma como enésimos meios de fazer bonito "para inglês ver", tornam tudo tão harmonioso, e, sobretudo, fazem pensar que bastou apenas:
1) 1 pessoa
2) 1 vontade
3) 1 acreditar (este exemplo toca de improviso)
O resto é o que falta, nesta pirâmide do sucesso: reconhecimento.
De quem???
Hummmmmmm. ???? who cares!
Hurray
segunda-feira, 30 de novembro de 2020
Back 2020
Muitas coisas aconteceram desde a minha última publicação,
Hoje. senti imensamente a vontade de, aqui voltar a partilhar as minhas (des)aventuras pelos anos que não escrevi.
Não sei se já tinha dito, (peço perdão se de facto não o fiz ),
Encontro -me, desde 2008 a trabalhar na terra que não posso dizer (não vá o ministério e todos os outros agentes saberem) no norte de Portugal, na área metropolitana do Porto - a 2ª cidade mais importante de Portugal e num dos melhores destinos turísticos do mundo, segundo as agências hiper mega experts no assunto).
Vim trabalhar para aqui porque achei que viver uma vida inteira longe do marido e sobretudo, privar os filhos de conviverem com o pai, tendo eu a possibilidade de me deslocar, era um non-fator na minha vida.
As circunstâncias levaram-me a outras formas de viver e de estar na vida. hoje já não estou casada. Sou uma mulher divorciada com uma história de "pós casamento" muito resiliente (ficará para um outro post quando me sentir mais confortável para o fazer).
Há contudo um pensamento que quero apresentar, partindo da minha experiencia;
-Facto 1- Nunca vás atrás de quem quer que seja, a não ser que
A) há muito amor (desse que possa vencer todas as "amigas" que te rodeiam) ou o amor que te une é forte o suficiente para aceitares todas as vezes que te dizem "venho já";
B) há um "comunhão de bens" nessa equação.
nota 1- Eu não me enquadro e nenhuma das situações
Facto 2 - te lanças, de forma consciente, ao desconhecido e aceitas tudo, ... completamente tudo
nota 2- tem cuidado, pois é da tua profissão e da tua sanidade mental, que estamos a falar.
facto 3- aceitas (por muito que te custe e que talvez não te apeteça).Mas ficar com alguém que gostes imenso, implica partilhar um wc, ou (o que mais me custa a aceitar) teres de lavar, secar e passar a roupa a tempo
Facto 4- Não sou exemplo para ninguém,
- Não posso aceitar que o meu ex marido continue a ter namoradas como se não houvesse amanha e ainda só tivesse 20 anos e vida imensa para viver; (ok... poder, até posso... basta n pensar nesse asunto pois a demonstração de masculinidade não me diz nada) Estou resolvida.
- abertamente, e "sinceramente": já lhe perdoei muitas coisas, até porque sou uma mulher bem resolvida. Mas há ainda umas coisas, pequenos assuntos, que ele, ano aós ano, insiste em fugir
<Facto 5- Se tiver de ser sincera..., sim, é verdade que ainda lhe quero muito MAS porque ao longo de todo este tempo ele passou do discurso "Não me aparecas à frente" para o discurso cordial de "eu não me importo de ir...
falar deste ultimo aspeto, mas a minha dor é tão grande, psicologicamente falando, que em breve, todos concluirão "como é bom estar sob o domínio da diretora"
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
tesourinhos
A minha ausência, teve, sobretudo, a ver, com uma nova fase profissional e ao facto de me ter dedicado a outras coisas, nomeadamente a um mestrado, que me ocupou imenso tempo.
Claro que, o pos mestrado, trouxe-me uma fase, que por acaso, os especialistas denominam por "síndrome do pós".
Gosto da expressão... "Síndrome do pós", sendo que eu vivo, julgo eu; sempre num estado límbico do "pós" qualquer coisa.
Bom... de qualquer modo, cá estou eu para vos dar conta de um novo tesourinho, que não posso deixar de registar nas minhas memórias futuras.
Sinto -me tantas vezes num "pós" qualquer coisa, muitas vezes antes de estar no "pré".
O exemplo que hoje registo vai mesmo ao encontro deste meu "pós"aulas. Que fiz eu ? Onde errei? O que deveria ter feito?
Eu mereço????!!!!
- Teste 9º ano (nível 5 )
- RESPOSTA 2
" In my opinion, is technology is good and bad. Is a technology is good pois help a ter informacion mais rápido. And bad pois is malicious en alguns causes. In is good pois tem internet and redes sociais como twitter, instagram, facebook, whatshap, etc. mas as redes sociais is bad também pois pode criashing confusion insade persons."
Ficam os tesourinhos deprimentes, para registo.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2020
quarta-feira, 23 de maio de 2018
Cinco Esquinas - Mário Vargas Llosa
Mário Vargas Llosa deliciou-me com esta trama, a qual tem por personagens centrais, dois casais amigos e um jornalista sensacionalista de uma publicação onde se privilegia os escândalos.Apanhado numa ardilosa armadilha, Quique é fotografado durante uma suposta reunião, que nada mais era do que uma orgia.
Com o objetivo de tentar chantagear Quique com essas fotografias, o diretor do Destapes (jornal) manda publicar as ditas fotografias, o que leva à sua morte.
Quem matou o jornalista?; Quem comanda os destinos do país e das pessoas? O que acontecerá aos quatro amigos? São perguntas que vão ser descobertas durante a leitura de Cinco Esquinas.
A não perder, até porque em alguns capítulos o autor recorre a uma descrição erótica de alguns momentos íntimos dos casais.





