Um amigo; um grande amigo, perguntou-me há dias " e tu como estás? ainda escreves no teu blogue?!" e eu respondi: "Não. Ainda o tenho mas deixei".
A pergunta ficou-me na cabeça. Tenho escrito para tantas outras coisas e ocasiões, porque não ir buscar o "fases-ao-acaso" ?!!!!
E aqui estou eu, entre quatro paredes, com o universo a parecer desabar de tanta chuva, vento e trovoada, com os vizinhos e gritar no andar de cima (o que já não é novo, pois há coisas que nunca mudam) como se vivessem no meio de 7ha, numa quinta longe.
E só porque sim, e também porque a resposta que dei ao meu amigo me assola como febre em dia de não ir ao médico, resolvi pegar no computador, pesquisar o endereço que o Alzheimer ainda me deixa recordar e escrever sobre; "100 cães a um osso" ou vulgarmente dito "100 cães ao osso".
Hoje, o meu pensamento /escrita vai para todos aqueles que sofrem a ignomínia da
ostracização
Como cães a um osso, é como sinto que a vida se transformou, sobretudo depois do Covid-19.
Muitos irão dizer (após lerem este meu post) que a frase é antiga e que pode estar descontextualizada, já que há muito que deixou de ser usada, logo está em desuso.
Porém, em minha defesa, acho que a expressão não podia, nem pode, ser relegada para 2º plano, para um plano de inexistência. São mais do que 100 (cem). Bem mais: São um conjunto enorme, para o qual "alcateia" (tal a ferocidade com que atacam) já não chega para designar.
E julgam-se no direito de, só porque caçam em matilha, poder atacar, desventrar tudo e todos que lhe se lhes cruzam pelo caminho. Eles juntam-se em magotes, ávidos de sangue; eles perseguem silenciosamente as suas presas; eles despedaçam sem rancor, remorso ou sentido de humanidade (coisa que de facto não é da natureza feroz dos canídeos).
já vi cães muito mais humanos do que humanos, humanos???!! bem... muito mais ferozes do que cães.
E tudo reside no "osso" que lhe dão(?), prometem. E por esse osso, são capazes de tudo, esquecendo que o osso prometido, pode estar podre, envenenado ou cru.
Mas Eles vão... o cheiro da fartura, do obséquio, ou da grupeta, não os demove, independentemente do qué, ou de quem precisam pisar, arreganhar a dentuça ou até matar.
Porque tudo depende de como queres degustar o osso! Esse osso que pode ser eu, podes ser tu, pode ser um familiar teu ou pode ser o da assuã que compraste, apenas para dar gosto à sopa e depois dar ao teu animal de estimação como oferenda em dia de aniversário.
Cães como eles, só! como eu não quero ser .
Mas que são muito mais do que 100? Lá disso não tenhamos dúvidas!
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