quarta-feira, 2 de junho de 2021

Beaking the habbit, tonight

 Tenho-me questionado muito, sobretudo nestesúltimos meses, sobre está coisa do "fim da linha" quando se fala de morte.

Vivi e continuo a viver num luto perpétuo, como creio que a maioria de nós vive, mesmo sem o dizer ou demonstarra.

A morte tem sido uma constante na minha vida. Será ela o fim da linha ou (como


os crentes dizem) o começo de uma nova fase da existência?


Ás vezes, quando estou emocionalmente mais debilitada, penso nesta pergunta sem aparente resposta, sobretudo porque quase todos os grandes eventos da minha vida estão relacionados com a Morte.

Façamos agora um pequeno exercício reto (intro)espectivo:

1) nasci a 30/07/1970 - dia em que Salazar foi a enterrar em Santa Comba Dão, sua terra natal após 3 dias de luto nacional .

Maia tarde dizia uma pessoa próxima de mim que se "Enterrava um ditador, quando outro nascia" - mesmo que soubesse que era em tom de brincadeira, nunca gotei muito dessa analogia de mau tom, sobretudo sabendo que eu sou amplamente defensora dos direitos humanos e da equidadae social, não fosse eu uma "migrante" vinda das ex colónias.

2) a minha primeita TV a cores em 84 (coisa rara na altura e apenas acessível aos que tinham mais posses) foi comprada e instalada em casa no dia em que Sá Carneiro, então primeiro ministro de Portugal perecia num acidente de aviação, quando se deslocava ao porto).  Cheia de alegria por estar a ver TV a cores, eis que essa alegria acabou por um ida para a cama às 10h pois a emissão foi interrompida e a mira telescópica com música fúnebre invadiu a programação. (outos tempos... outras realidades. Fosse agora, em 2021, tudo continuaria a difundir com exceão da CMTV que não largaria o local do óbito, nem a casa, familiares, vizinhos, amigos de amigos e redondezas, em busca de informação em direto)

3) Casei em Novembro, época em que é suposto não haver calor, nem nada que possa incomodar um dia tão desejado. Porém tive de casar "a pressa", pois nesse dia  marcaram o funeral de uma das amigas de meu pai, pelo que o meu casamento (missa e resto) realizadaoàas 15h não teve direito a atrasos da noiva, nem grandes fotos de casamento;foi feito em 30 min. Havia que largar a igreja para que se dessem início às cerimónias funeres da D. Alda marcado para as 16h desse dia porque depressa chega a noite.

4) Em 1999, estava em em trabalho de parto, no hospital Amato Lusitano, em castelo Branco para dar à luz o meu primeiro filho, quando em pleno parto se recebe a notícia do falecimento, na Alemanha, de uma grande amiga de família. As lágrimas de alegria e de tristeza, nesse dias misturaram-se de novo.

5) Peço o divórcio em março de 2014, no dia do funeral da minha afilhada Tânia: porque percebi que a vida é apenas um segundo entre o estar bem e o estar morto, e olhando para a minha vida, aquele era o meomento para dizer BASTA

6) raramente, peço coisas empretadas, mas decorra o mes de outubro de 2018 e na Biblioteca na qual trabalhava, estva a meu cargo levar a cabo 4 exposições, um por cada semana  do mês, para representar um continente já que o tema nacional era " ler: as palavras em todo o mundo", com atividades várias para cada semana dependendo do contimente. Tinhamos escolhido Europa, Africa, Asia por fim América´optand por deixar de fra os outros dois continentes onde a representação linguística e cultral é nula ou eneixistente ( no caso a antartida).

Quando chegou a semana da àsia, coemçamos a montar a exposição e envei uma mensagem a um amigo (que sabia ter aquilo que precisava) para que me emprestasse por uma semana a deusa hindu da fertilidade para que eu pudesse expor na Biblioteca. No dia em que lhe enviei a mensagem não obtive resposta. vim a saber no dia seguinte que havia sido encontrado morto (queda no dia anterior) num percurso pedestre pela serra da Freita.

7) em 2021 (qno em ue escrevo este post) recebo em email a avaliação para a qual tinha pediso aulas assistidas para poder progredir aos 5º escalão. Dia exato; hora inconviniente: 26 de janeiro, (dia em que recebo a notícia, 24h depois de uma outra notícia igual) do falecimento do 2º tio  por covid-19. Foi um tsumami... passou em minha casa em tsunami: não bastava ter perdido dois tios que eu gostava imenso e com os quais havia uma grande ligação após a morte do meu pais, por terem assumido e suportado o pilar que nos faltou), recebo a notícia via mail, sem quelquer outra explicação (cobardia) de que tinha tido 9,2 na avaliação final, mas que por ausencia de lugar nas cotas tinha ficado com a menção de bom, o que me colocou, numa lista de espera para a progressão na carreira do 4º para o 5º escalão dez anos após a entrada do Socrates para o governo (nessa altura em 2005, eu já estava no 5º escalão)

Pergunta de 1 para 1 M: devo acreditar que a minha vida está invariávelmente relacionada  com a Morte?

Pergunta 2 para 1 M;:Acaba tudo aqui? É este o fim da linha?


Resposta 1 para 1 M: a se existe a máxima, " cáse fazem , cá sepagam" eu não conigo perceber que raio fiz eu.... OU em alternativa ao "Cá se fazem cá se pagam" não vejo quem puderá pagar a não ser os abjetos seres que me preteriram. 



Resposta 2 para 1 e 2 M:
"Cá se fazem, cá se pagam, pois eu já tive a minha boa dose de dor e sofrimento, sempre com a máxima do meu avò Fernado, gravada no corpo, para jamais esquecer:


"A arma do pensamento é uma alavança para quem tem a consciencia branca".






sexta-feira, 30 de abril de 2021

Clube de Cinema - divulgação

O Clube de Cinema apresenta Cinco documentários e um filme para ver nos próximos dias na RTP2:

 

A série “O Tempo dos Operários”, da autoria de Stan Neumann, tem quatro episódios e começa a ser exibida a 29 de Abril, na RTP2. Esta série documental recorda o que as nossas sociedades devem aos movimentos operários e às suas lutas. A história começa no século XVIII. Mas a luta continua até hoje. As instituições e os valores das democracias em que vivemos derivam em grande parte das reivindicações mais antigas da classe trabalhadora: sendo o sufrágio universal ou a solidariedade social alguns dos melhores exemplos. A nossa cultura, a maneira como nos vestimos, a música que ouvimos, os filmes a que assistimos e os próprios meios de comunicação social, dependem muito da cultura popular dos trabalhadores de outrora.

 

O documentário “Joan Miró – O Fogo Interior”, realizado por Albert Solé, será exibido a 3 de Maio, na RTP2. Neste documentário dá-nos a conhecer as facetas menos conhecidas do pintor espanhol, figura icónica do mundo da Arte.

 

O documentário “Bergman: Um Ano. Uma Vida”, realizado por Jane Magnusson, será exibido a 4 de Maio, na RTP2. Trata-se de um documentário da jornalista sueca Jane Magnusson, que se centra no ano de 1957, um dos mais produtivos da vida de Ingmar Bergman, em que estreia dois dos seus mais aclamados e célebres filmes, “O Sétimo Selo” e “Morangos Silvestres”.




O documentário “Maria Helena Mendes Pinto – Uma Vida nas Artes Decorativas em Portugal” será exibido a 6 de Maio, na RTP2. É um documentário de Paulo Seabra que retrata a vida profissional de Maria Helena Mendes Pinto, uma referência no mundo dos museus e da cultura.

 

O documentário “Franz Kafka – Um Escritor Entre Mundos” será exibido a 7 de Maio, na RTP2. O documentário conta a vida e obra de um dos escritores mais influentes do século XX.

 

O filme “No Coração da Escuridão” será exibido a 8 de Maio, na RTP2. Este filme dramático sobre fé e moralidade, foi realizado por Paul Schrader (“American Gigolo”, “Mishima”, “Adam Renascido” ou “Vingança ao Anoitecer”). Ernest Toller (Ethan Hawke), um ex-capelão militar, de luto pela morte do filho que convencera a ingressar no exército, começa a questionar a sua fé em relação a Deus e à sociedade. Pastor de uma pequena localidade a norte de Nova Iorque, Toller é um homem atormentado por demónios pessoais e sentimentos de culpa pela morte do filho e também pelo divórcio que se seguiu. Mas os dilemas pessoais ganham uma nova dimensão quando é confrontado com as dúvidas de Mary (Amanda Seyfried), uma jovem a atravessar um momento difícil com o marido, um ambientalista radical. A jovem está grávida, mas o marido não quer ter a criança por considerar que o mundo não tem qualquer salvação ou futuro. Através deles, Toller descobre uma série de negócios obscuros entre a Igreja que representa e algumas empresas pouco escrupulosas da região. Ao perceber a sua impotência para resolver o caso, o reverendo começa a colocar em causa as suas mais profundas convicções. Será que Deus perdoa pelo que estamos a destruir?

segunda-feira, 19 de abril de 2021

De Volta àquilo que me faz feliz

 Estive arredada deste meu diário onde eu era feliz, porque expunha as minhas dúvidas, as questões irresolvidas na minha cabeça, as coisas absurdas que os meus alunos escreviam nos testes ou nas minhas fichas de aula e tantas, tantas outras coisas, algumas politicamente pessoais, outras nem por isso, aassim como pensamentos /opiniões (consideradas como "extemporâneas", talz pela sua pertinência)^

Hoje sinto-me de volta, como o filho pródigo em nome de quem mandam fazer o maior banquete, pedindo que se sacrifique o melhor cordeiro.

Só que não há banquete, nem tão pouco o almejaria. Ao longo destes anos que estive ausente, dediquei-me a uma outra meretriz. Dela nada obtive de bom, à exceção de ter "como" amigos um ror de gente que nada me diz, nada me acrescenta e nada me defende .~

Estou de volta, com um mestrado feito, um casamento desfeito, uma família (que longe de ser a ideal - na minha perspetiva)  em continuum,

Tudo, porque continua a haver uma razão para viver.

Posso ser um bocado "hallow", mas continuo a ver o amanhã sempre que me deixo "entrar" nos sons desta banda, da qual fiz parte da sua história, assim como eles fizeram de mim.

Foi nas terras de betos( como sempre, como se não houvesse mais território) mas acreditem que o espaço onde, ainda hoje encontro o meu 2º refugio.


#SHUTUPWHATWHENTALKINGTOYOU



Eu, nos Linkin Park







De novo... back in present - 20April 2021

O facebbok, que ao longo de tantos anos me absorveu pergunta-me: que penso???

hummm.... elenco? ou não elenco?

WtF claro que sim:

 1) perdi tanta gente para este covid.....

2) tento manter-me longe (e aos que comigo vivem) de tudo o que desconfina rapidamente;
3) tento alertar os meus para este momento do 21st century pedindo-lhes que escrevam memórias de hoje, do ontem e do que ha de vir (se para nesse "vir" possam vir a viver)
4) Aceito uma vacina da qual não tenho absoluta certeza. But that's my own decisison
5) Apoio uma decisão da qual nunca deveria tomar, não fosse a urgência e a vontade de querer o melhor, para que os meus filhos sejam sujeitos a testes indiscriminadamente
4) trabalho há 27 anos..... escalão 4/10 e continuaaaaaaaaaaaaa.......
5) Reconhecimento 0....


6) What the hell are you waiting for?

Eu estava ali. Eu vivi ali. Eu fuii.











 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Eu, o Socrates e 2020

 Quando a 12 de Março de 2005, e Sócrates ganha com maioria absoluta (havia ainda um taxa de abstenção irrisória comparada com a atualidade) estava eu no 5º escalão de 10.

Não imaginava que se seguiria.

Mesmo não votando PS, acreditava que uma maioria absoluta traria muitos benefícios para Portugal, para a sociedade portuguesa e para o ser indivíduo (eu, tu, nós), numa Europa que se tinha formalizado em 1986 (mais precisamente a 1 de janeiro)

Mas havia que silenciar as vozes mais "problemáticas" ( por questionamento junto dos jovens) desacreditando-as na sociedade.
E do 5º escalão de 10, passei ao 2º de 9 .
hoje, em 2020, ( e não me apetece fazer o resumo de uma década) estou np 4º escalão.
Atenção: estou, porque acresce em tempo para progressão, o ter feito um mestrado - parece coisa de valorização pessoal, .... yehhh ,,,,o que me valorizou,

Única e exclusivamente, uma satisfação pessoal/ familiar que há muito aguardavam esta minha resolução

foi ter deixado de poder dar aulas ao meu grupo de recrutramento, pessandoa poder lecionar uma coisa misógena que de nada traz de bom para mio p

Ser maior, é Ser inteiro

 No trabalho, na família, contigo mesmo, mais importante do que a quantidade de instrumentos é a qualidade do que fazes.

A forma como enésimos meios de fazer bonito "para inglês ver", tornam tudo tão harmonioso, e, sobretudo, fazem  pensar que bastou apenas:

1) 1 pessoa

2) 1 vontade

3) 1 acreditar (este exemplo toca de improviso)

O resto é o que falta, nesta pirâmide do sucesso: reconhecimento.

De quem???

Hummmmmmm. ???? who cares!

Hurray



segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Back 2020

 Muitas coisas aconteceram desde a minha última publicação,

Hoje. senti imensamente a vontade de, aqui voltar a partilhar as minhas (des)aventuras pelos anos que não escrevi.

Não sei se já tinha dito, (peço perdão se de facto não o fiz ),

Encontro -me, desde 2008 a trabalhar na terra que não posso dizer (não vá o ministério e todos os outros agentes saberem) no  norte de Portugal, na  área metropolitana do Porto - a 2ª cidade mais importante de Portugal e num dos melhores destinos turísticos do mundo, segundo as agências hiper mega experts no assunto).

Vim trabalhar para aqui porque achei que viver uma vida inteira longe do marido e sobretudo, privar os filhos de conviverem com o pai, tendo eu a possibilidade de me deslocar, era um non-fator na minha vida.

As circunstâncias levaram-me a outras formas de viver e de estar na vida. hoje já não estou casada. Sou uma mulher divorciada com uma história de "pós casamento" muito resiliente (ficará  para um outro post quando me sentir mais confortável para o fazer).

Há contudo um pensamento que quero apresentar, partindo da minha experiencia; 

-Facto 1- Nunca vás atrás de quem quer que seja, a  não ser que

A) há muito amor (desse que possa vencer todas as "amigas" que te rodeiam) ou o amor que te une é forte o suficiente para aceitares todas as vezes que te dizem "venho já";

B) há um "comunhão de bens" nessa equação.

nota 1- Eu não me enquadro e nenhuma das situações

Facto 2 - te lanças, de forma consciente,  ao desconhecido e aceitas tudo, ... completamente tudo

 nota 2- tem cuidado, pois é da tua profissão e da tua sanidade mental, que estamos a falar.

facto 3- aceitas (por muito que te custe  e que talvez não te apeteça).Mas  ficar com alguém que gostes imenso, implica  partilhar um wc, ou   (o que mais me custa a aceitar) teres de lavar, secar e passar a roupa a tempo

Facto 4- Não sou exemplo para ninguém,

- Não posso aceitar que o meu ex  marido continue a ter namoradas como se não houvesse amanha e ainda só tivesse 20 anos   e  vida imensa para viver; (ok... poder, até posso... basta n pensar nesse asunto pois a demonstração de masculinidade não me diz nada) Estou resolvida.

- abertamente, e "sinceramente": já lhe perdoei muitas coisas, até porque sou uma mulher bem resolvida. Mas há ainda umas coisas, pequenos assuntos, que ele, ano aós ano, insiste em fugir


<Facto 5- Se tiver de ser sincera..., sim, é verdade que ainda lhe quero muito MAS porque ao longo de todo este tempo ele passou do discurso "Não me aparecas à frente" para o discurso  cordial de "eu não me importo de ir...




falar deste ultimo aspeto, mas  a minha dor é tão grande, psicologicamente falando, que em breve, todos concluirão "como é bom estar sob o domínio da diretora"